Gostaria de esclarecer a dúvida das amigas do Facebook, Gisele Baum e Cristina Scalcon. De acordo com os comentários na publicação sobre 40MamografiaApartirDos#, elas tiveram um diagnóstico de câncer de mama por volta dos 30 anos de idade, e me questionaram se a mamografia não deveria ser feita de rotina antes dos 40 anos.
Apesar de incomum, o câncer de mama ocorre também em mulheres jovens; sua frequência antes dos 40 anos de idade pode chegar a 7% do total de diagnósticos.

A detecção precoce da doença antes dessa idade é um desafio, porque, em seu interior, a mama possui maior proporção de glândulas em relação à gordura, o que denominamos de “mamas densas”. Essa característica dificulta a identificação do câncer na mamografia, pois os nódulos suspeitos ficam escondidos em meio às glândulas mamárias. Isso faz com que o exame tenha maiores índices de diagnósticos equivocados; seja pela falha na constatação do câncer (“falso-negativo”), como pelo encontro de alterações benignas que simulam a doença e causam cirurgias desnecessárias (“falso-positivo”).

Além disso, a baixa incidência de câncer de mama nessa idade e o risco de expor a mama à radiação do exame por um período de tempo mais prolongado tornam o teste pouco eficaz como método de rastreamento em mulheres com menos de 40 anos de idade.

Àquelas com risco aumentado para câncer de mama, como as com forte histórico familiar (mãe e/ou irmã que tiveram câncer de mama com menos de 50 anos, entre outras características que comentaremos no futuro…), está recomendado iniciar os exames de imagem (mamografia associada à ultrassonografia ou ressonância magnética) 10 anos antes da idade em que o parente teve o diagnóstico. Por exemplo: Se sua irmã teve câncer de mama aos 45 anos de idade, você deve iniciar o rastreamento aos 35.

ATENÇÃO!

TODA mulher, em QUALQUER IDADE, que sinta algo estranho em sua mama, como um nódulo, endurecimento, retração do mamilo, dor persistente, pele avermelhada ou de aspecto diferente do restante do corpo, deve procurar o MASTOLOGISTA para avaliação.

Espero que eu tenha respondido à pergunta da Gisele e da Cristina.

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